quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Blues da cidade sobre as aparências

Aracaju
(imagem de: overmundo.com.br)
BLUES DA CIDADE SOBRE AS APARÊNCIAS

O dia vai embora
Mas os prédios nunca se põem
Ficam como uma rima tesa
achando serem cenário
Escondendo a Beleza
Em ventos de Maio

Eternamente alterados
mas sem nunca gozar
São sim o cenário
Do que sempre mudará

E todos querem estar
Onde o concreto se renova
Caindo como um véu
Mas sem nunca gozar

E não querer isso agora
-Não ser concreto nem ser véu.
Me faz ser bem maior
Que qualquer arranha-céu
Du Santana
Publicado simultaneamente em: http://dacordasuapaz.blogspot.com/

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Descrição de Sergipe


Curtam este Soneto de Gregório de Mattos Guerra, como ele via Sergipe, naquele tempo.

Três dúzias de casebres remendados,
Seis becos, de mentrastos entupidos,
Quinze soldados, rotos e despidos,
Doze porcos na praça bem criados.

Dois conventos, seis frades, três letrados,
Um juiz, com bigodes, sem ouvidos,
Três presos de piolhos carcomidos,
Por comer dois meirinhos esfaimados.

As damas com sapatos de baeta,
Palmilha de tamanca como frade,
Saia de chita, cinta de raqueta.

O feijão, que só faz ventosidade
Farinha de pipoca, pão que greta,
De Sergipe d'El-Rei esta é a cidade

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Flechada Ligeira no Alvo, ainda em 2009


Aguardem para este ano ainda, o lançamento do Livro de Poemas do Administrador-Poeta Rosivaldo Andrade do Nascimento, Flechada Ligeira.
Fã de Gregório de Matos, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira entre outros, Rosivaldo Nascimento vai brincar com as palavras, de forma leve e chocante como pisadas de elefante.
Clique no link "comentários", logo abaixo, e sugira a quantidade de poemas que você gostaria que constasse no livro.
Participe e ganhe um livro, na noite de autógrafos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

L U A




L U A

A Lua olha a Terra
nua como uma criança
ao nascer.

O mar embirrado bate na areia.

A luz da Lua
- a única luz
clareia
um lado da terra.

E a menina da janela
- apaixonada
olha a Lua
como sua

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Estéreo Tape

(imagem: Google search)

Estéreo Tape (ou uma tradução)
Com quantas mãos é preciso tempo
para acabar o que já estará lá
antes da presença de corpo inteiro?
anda nas ruas
observa pixações
mata o tempo
fora da aula
Vendedores de relógios e uma conspiração:
as horas passam conforme são
e-ditadas pelo mecanismo
Volta à casa
aceita um não
E não atender
não querer ver
E ainda assim entrar e entender
Que só vivendo mesmo
é possivel matar o tempo
E lá fora gritam:
"Estéreo tape! Estéreo tape!"
como se o que quizesse ser dito
fosse Carpe diem

Du Santana

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Outro poema

(imagem: SaMy - Olhares.com)

Outro poema

Carros passam pela rua
E pessoas pelas calçadas
A lua brilha em algum lugar atrás de nuvens.
E meninas cantam uma canção em ciranda
E mulheres teçem a teia que une as familias
As que fazem os homens sentirem-se em casa
Quando chegam dos lugares em que não estavam

E talvez tenha sido as cores da estação
Que fizeram do dia o que ele é hoje
Então o agora vai se definindo
Breve e resoluto


Como os carros pelas ruas
E as meninas e as mulheres
E a lua que brilha em algum lugar atrás de nuvens
Enquanto escrevo esse poema.
Du Santana

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Helena de Tróia ( A história de ontem e espero que não a de sempre)

(Imagem: Google)

Helena de Tróia

Não fique triste Helena
Por você os homens fizeram a guerra
Acho que existe Helena
Desculpa pra tudo o que era
No fundo no fundo a própria fraqueza
Du Santana